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O atendimento de saúde foi prejudicada pelo Brasil

2019-06-12 15:38:00, Por: Sergio Marcos

O atendimento de saúde foi prejudicada pelo Brasil

Foto:Divulgação

Todas as cadeiras de plástico estavam vazias no posto de saúde público, e os pacientes que chegavam eram informados a voltarem na quinta-feira, o único dia da semana em que há um médico ali.

Esta pequena cidade brasileira, Embu-Guaçu (Grande São Paulo), lar de 70 mil pessoas, perdeu recentemente 8 de seus 18 médicos do setor público, uma perda devastadora para a rede de postos de saúde públicos da cidade, forçando difíceis escolhas sobre quem deve receber atendimento e quando.

"É de partir o coração", disse Fernanda Kimura, uma médica que coordena a escala dos médicos nos postos de saúde para a secretaria de saúde local. "É como escolher que criança alimentar."

Os doentes e feridos que não puderam ser atendidos naquele dia, em um bairro de classe trabalhadora de Embu-Guaçu, representam apenas uma fração minúscula das estimadas 28 milhões de pessoas por todo o Brasil cujo acesso a atendimento de saúde foi profundamente reduzido, segundo a Confederação Nacional dos Municípios, após um confronto entre o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e Cuba.

Em novembro, Cuba anunciou que estava chamando de volta os 8.517 médicos que enviou para atenderem as regiões pobres e remotas do Brasil, em resposta à dura posição contra Cuba que Bolsonaro prometeu adotar quando foi eleito em outubro.

A partida abrupta de milhares de médicos ofereceu a Bolsonaro um de seus primeiros grandes desafios e testou sua capacidade de cumprir a promessa de encontrar rapidamente substitutos domésticos.

"Estamos formando, tenho certeza, em torno de 20 mil médicos por ano, e a tendência é aumentar esse número", disse Bolsonaro em novembro. "Nós podemos suprir esse problema com esses médicos."

Mas passados seis meses de seu mandato presidencial, que teve início em janeiro, o Brasil está tendo dificuldade para substituir os médicos cubanos que partiram por médicos brasileiros: 3.847 vagas no setor público em quase 3.000 municípios permaneciam não preenchidas até abril, segundo os números mais recentes disponíveis.

"Em vários Estados, postos de saúde e seus pacientes não têm médicos", disse Ligia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

"É um retrocesso. Isso impede diagnósticos precoces, acompanhamento de crianças, gravidezes e a continuidade de tratamentos que já estavam em andamento."

 

 

CTR Craíbas