domingo, 17 de novembro de 2019. 05:44
<div class='trigger trigger_error'><b>Erro na Linha: #30 ::</b> Undefined variable: Pos<br><small>/home/serjaobl/public_html/themes/serjao_blog2/artigo.php</small><span class='ajax_close'></span></div>

Adeal trabalha para combater Peste Suína Clássica em Alagoas

2019-10-16 02:08:00, Por: Sergio Marcos

Adeal trabalha para combater Peste Suína Clássica em Alagoas

Técnicos da Adeal estão trabalhando diuturnamente para evitar que o vírus seja disseminado no estado. Foto: Ascom Adeal.

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) confirmou um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Traipu, no interior alagoano. Com o objetivo de evitar a disseminação do vírus e reduzir ao máximo as perdas produtivas e econômicas decorrentes, a Adeal está atuando diariamente na região para combater a doença. O primeiro foco de PSC em Alagoas foi registrado em 1994.

Desde a última quarta-feira (9), após o diagnóstico da doença confirmado, equipes da Adeal intensificaram imediatamente o trabalho na região. A vigilância ativa está sendo realizada nas propriedades suspeitas, num raio de três quilômetros do foco, e dez quilômetros do foco, além de barreiras sanitárias que proíbem o trânsito de suínos na região.

A Agência de Defesa Agropecuária também passou a intensificar as ações de Vigilância Epidemiológica nas propriedades circunvizinhas e nos possíveis vínculos, sendo realizadas atualizações dos rebanhos, verificação das condições higiênico-sanitárias, inspeção clínica dos animais e educação sanitária nas propriedades.

O diretor-presidente da Agência, Carlos Mendonça Neto, conta que a Adeal foi notificada dos suínos com sintomas da doença no dia 5 de outubro. Ele explica que através de vigilância passiva, os fiscais agropecuários realizaram o atendimento na propriedade, com 32 suínos, para verificar se os animais apresentavam sintomatologia compatível com a PSC.

“Identificando que se tratava de uma suspeita fundamentada, os técnicos coletaram amostras dos animais doentes e encaminharam ao laboratório. Após o laudo confirmado, imediatamente fomos a Traipu, realizamos todos os procedimentos necessários, e continuamos trabalhando diuturnamente para sanar a doença em Alagoas”, disse o diretor-presidente, destacando que a doença não é uma zoonose, portanto não é transmissível ao ser humano.

Atenta aos ricos sanitários provenientes de outros estados, em abril deste ano, a Adeal publicou uma portaria proibindo por tempo indeterminado o trânsito interestadual de suídeos provenientes dos estados com foco declarado da Peste Suína Clássica. A medida foi tomada em virtude da notificação da doença nos estados do Piauí e Ceará.

À época, a Agência intensificou as fiscalizações nas rodovias estaduais, as vigilâncias ativa e passiva, e também realizou um treinamento dos fiscais agropecuários que atuam nos postos de fiscalização e móveis. Além disso, a Adeal realizou ações de educação sanitária para os produtores rurais.

“Alagoas não é zona livre, por isso não nos causou surpresa. Nós havíamos intensificado nossas vigilâncias justamente na intenção de identificar focos para poder saná-los”, disse Carlos Mendonça.

 

O que é a Peste Suína Clássica

 

A médica veterinária Maria Lacerda, chefe do Núcleo de Defesa Animal da Adeal, explica que a Peste Suína Clássica é uma doença viral que acomete suínos e javalis, altamente contagiosa, e se caracteriza por febre alta, conjuntivite, lesões avermelhadas na pele dos animais (hemorrágicas), principalmente nas extremidades do corpo, provoca alta mortalidade, falta de apetite, fraqueza e a tendência de se amontoar.

“O vírus é transmitido pelo contato direto com animais doentes, também por pessoas, utensílios, veículos, roupas, instrumentos e agulhas com o vírus, além de restos de alimentos mal conservados ou por transmissão da mãe para o filhote, ainda na placenta. A PSC não oferece riscos à saúde humana, mas traz perdas econômicas para o suinocultor”, destaca Maria Lacerda.

CTR Craíbas