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Avó presenciou esposo abusando sexualmente os netos durante 7 anos

2019-07-12 16:21:00, Por: Sergio Marcos

Avó presenciou esposo abusando sexualmente os netos durante 7 anos

Foto:Divulgação

Está preso preventivamente à disposição da Justiça, um homem de 75 anos investigado por abusos sexuais cometidos contra seus próprios netos, sendo duas meninas e um menino, no Bairro São Salvador, Região Noroeste de BH, limítrofe com o município de Contagem. Uma das vítimas tem 11 anos e há indícios de que as agressões possam ter começado desde quando ela tinha 4 anos de idade, segundo a Polícia Civil.

A instituição informou que as crianças relataram que os crimes eram praticados na casa do suspeito e que em alguns casos a avó presenciou os abusos. Segundo os relatos das vítimas que foram obetidos com a presença de psicólogos, as crianças não entendiam o que acontecia quando eram mais novas, imaginando até que poderiam ser atos de carinho, uma vez que a avó também chegou a presenciar.

Porém, quando cresceram elas teriam ficado incomodadas e aí passaram a ser ameaçadas. De acordo com a Polícia Civil, o avô dizia que se contassem alguma coisa a mãe delas morreria por doença terminal e o pai tiraria a própria vida. Além disso, ele dizia que elas seriam mandadas separadas para orfanatos. A mãe é saudável e não possui nenhuma doença terminal, segundo a polícia. A denúncia foi feita pela mãe dos três.

"Essa mãe então procurou a polícia, as crianças foram ouvidas por meio de escuta qualificada e relataram que sofriam abusos provavelmente desde os 4 anos de idade, mas não tem como a gente precisar essa data porque é difícil para a criança saber determinar um início de quando isso aconteceu ou quantas vezes pode ter acontecido", diz a delegada Renata Ribeiro, responsável pela investigação no âmbito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

"Essa mãe então procurou a polícia, as crianças foram ouvidas por meio de escuta qualificada e relataram que sofriam abusos provavelmente desde os 4 anos de idade, mas não tem como a gente precisar essa data porque é difícil para a criança saber determinar um início de quando isso aconteceu ou quantas vezes pode ter acontecido", diz a delegada Renata Ribeiro, responsável pela investigação no âmbito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Avó presenciou esposo abusando sexualmente os netos durante 7 anos

Investigação segue para averiguar conteúdo de mídias apreendidas na casa do suspeito dos crimes sexuais contra os próprios netos

A delegada Renata Ribeiro explicou ainda que já havia um inquérito de responsabilidade da Polícia Civil em Contagem relatado à Justiça sobre os abusos praticados contra as duas meninas. Porém, a mãe das crianças procurou há duas semanas a delegacia especializada para informar que os abusos se estendiam também ao garoto de 11 anos.

A partir daí, um novo inquérito foi aberto para apurar o crime de estupro de vulnerável contra o menino, que resultou na prisão, hoje, do avô suspeito dos crimes. No caso do garoto, a delegada explicou que ele sofria ameaças inclusive da avó, dizendo que se ele contasse seria taxado de mentiroso. Não foram informados os motivos do fato do avô responder pelos casos que já foram investigados contra as meninas em liberdade.

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Delegadas Elenice Cristine (esquerda) e Renata Fagundes deram esclarecimentos sobre o caso na manhã desta sexta-feira

O caso fez a delegada Renata Ribeiro chamar a atenção dos pais para acompanharem de perto o comportamento dos filhos e estabelecerem relações de confiança sólidas, principais aliadas da Polícia Civil para combater crimes sexuais que acontecem muitas vezes dentro de casa.

"Eu acho que o mais importante é a relação de confiança que o pai e a mãe criam com seu filho. A criança tem que se sentir a vontade para poder relatar para o pai qualquer coisa diferente que tenha acontecido no cotidiano dela. No caso dessas crianças, por exemplo, elas não sabiam que aquela conduta era errada. Elas achavam que aquilo era uma forma de carinho. Mas uma relação de confiança que você cria com seu filho, ele pode se sentir a vontade para relatar aquilo ali. Essa relação de confiança é essencial, a gente tem que estar próximo dos nossos filhos", afirma a policial.

 

CTR Craíbas