quinta, 12 de dezembro de 2019. 22:52
<div class='trigger trigger_error'><b>Erro na Linha: #30 ::</b> Undefined variable: Pos<br><small>/home/serjaobl/public_html/themes/serjao_blog2/artigo.php</small><span class='ajax_close'></span></div>

Família brasileira é presa por comandar 'império' de prostituição, escravidão e tráfico em Londres

2019-11-12 15:37:00, Por: Sergio Marcos

Família brasileira é presa por comandar

Foto:Divulgação

Os paulistas Flavia Xavier-Sacchi (23) e Renato Dimitrov Sacchi (43), e o irmão dele, Raul Sacchi (49), empregavam pelo menos cinco outros brasileiros na operação, que por ano lucrava mais de um milhão de libras – ou cinco milhões de reais.

As investigações começaram em 2017, quando uma jovem brasileira procurou a polícia. Ameaçando matar sua família no Brasil, os chefes do esquema a obrigaram a trabalhar nos bordéis durante dois meses. A partir dessa denúncia, agentes da Scotland Yard se infiltraram à paisana no esquema.

 

"Detetives passaram meses empregando diversas táticas para construir a investigação contra o grupo criminoso, adotando uma abordagem baseada em evidências para garantir que fossem condenados e levados à Justiça. Qualquer pessoa que considere explorar outros seres humanos para obter ganhos financeiros deve esperar enfrentar o mesmo nível de investigação e acusação de especialistas”, relata a polícia metropolitana londrina.

 
Na Inglaterra, assim como no Brasil, a prostituição não é ilegal, mas a sua exploração sim. Isso significa que a oferta de serviços sexuais em troca de dinheiro está dentro da lei, mas a mediação da atividade (através da figura do cafetão, por exemplo) e a construção de bordéis é proibida.

O esquema comandado pela família paulista foi descrito como um “império milionário” nos tabloides ingleses. A rede de prostíbulos se espalhava por seis bairros do norte de Londres e, de acordo com a Scotland Yard, os chefes "desfrutavam de estilos de vida luxuosos, gastando os lucros obtidos com a exploração de profissionais do sexo em férias de luxo, veículos e joias".

Eles ostentavam esse estilo de vida opulento nas redes sociais, onde também criticavam duramente a corrupção no Brasil. Publicavam textos e imagens defendendo operações da Polícia Federal e do Exército em Brasilia e no Rio de Janeiro, com legendas como "os corruptos piram”.

Em aparelhos celulares confiscados de membros da quadrilha, os detetives descobriram mensagens no WhatsApp discutindo detalhes sobre o gerenciamento dos bordéis. Em uma das conversas, Raul Sacchi escreveu: "Não existe isso de garotas cansadas. Elas estão ali para trabalhar."

Após negarem qualquer envolvimento no esquema, o casal Renato e Flavia confessou os crimes no dia 24 de outubro. Ambos foram condenados a mais de 8 anos de prisão. Raul Sacchi continuou se declarando inocente, e recebeu uma pena maior: 9 anos e dois meses.

CTR Craíbas