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Justiça nega pedido de prisão a policial acusado de estupro

2019-11-27 16:46:00, Por: Sergio Marcos

Justiça nega pedido de prisão a policial acusado de estupro

Foto:Divulgação

O pedido de prisão preventiva do policial civil acusado por diversas mulheres de cometer assédio, abuso sexual e até um estupro dentro de uma delegacia em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi negado pela Justiça, segundo confirmado pela Delegacia da Corregedoria Polícia Civil ao G1 nesta quarta-feira (27).


Conforme apurado pelo G1, a decisão foi tomada pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Guarujá, cujo titular é o juiz estadual André Rossi. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil de Santos (SP), as autoridades concluíram que não haviam provas suficientes contra o policial e que ele não oferece risco a sociedade.

"É incrível como ainda encontramos espaços para a impunidade, nos deixando com medo da ineficácia da Justiça. Sei que não vai ser fácil essa batalha, ainda mais porque somos mulheres, e ainda é muito difícil termos voz em casos como esse. Ainda acham que uma mulher procura ser molestada ou abusada pela forma de se vestir e nada justifica uma atitude dessa", desabafa a vendedora, de 23 anos, que registrou boletim de ocorrência contra o policial em maio deste ano.


A Delegacia da Corregedoria da Polícia Civil havia representado pela prisão preventiva do policial. Segundo o órgão, as autoridades acreditam que a medida era importante por haver mostras de que o investigado tentou manipular o depoimento de testemunhas e tentou impedir a vítima de falar com a autoridade policial no dia da denúncia.
 

Justiça nega pedido de prisão a policial acusado de estupro

Foto:Divulgação

Isso, segundo a corregedoria, os fez concluir que o comportamento dele não condizia com a função pública policial e que, "ao invés de proteger essas mulheres, agia de forma a importuná-las, inclusive sexualmente, tentando burlar as leis".


"Percebi que existem muitas brechas para caras como ele, que faz com que ele ainda saia como vítima. Sendo que as verdadeiras vítimas somos nós, que passamos pela mão dele, que muitas vezes nos sentimos sujas, humilhadas, com vergonha e com medo", destaca a jovem que o denunciou.


A defesa do policial afirma que ele é inocente e que denunciará algumas autoridades pelo caso. O G1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para mais detalhes sobre o andamento do processo e, por meio de nota, foi informado que o caso tramita em segredo de justiça, e que, dessa forma, não tem informações disponíveis.


A jovem afirma que ainda irá procurar por justiça. "Saber que ele está solto, como se nunca tivesse feito nada, é angustiante e revoltante. Será que não deveriam ser mais rígidos pelo fato dele ser um policial civil? Porque na verdade, o que está ocorrendo, é que ele está tendo direitos especiais por ser um policial civil", finaliza.

 

CTR Craíbas