quinta, 17 de outubro de 2019. 03:44
<div class='trigger trigger_error'><b>Erro na Linha: #30 ::</b> Undefined variable: Pos<br><small>/home/serjaobl/public_html/themes/serjao_blog2/artigo.php</small><span class='ajax_close'></span></div>

Sinteal de Lagoa da Canoa está a serviço de quem?

2019-08-25 19:47:00, Por: Sergio Marcos

Foto: Divulgação

 

 
Desde dezembro de 2015, temos visto em todos os municípios alagoanos, diversos debates em torno dos Recursos dos Precatórios do FUNDEF. E no município Lagoa da Canoa - Al., não poderia ser diferente. 


Segundo André Luiz, representante do Sinteal, que esteve presente na reunião na Câmara dos Vereadores de Lagoa da Canoa, na  quarta (21), coloca que o ex-prefeito Álvaro Melo, enviou em dezembro de 2015 uma proposta de pagamento aos professores de 60%, que foi rejeitada em assembleia por maioria e posteriormente em 2017 os professores em assembleia aceitariam um acordo coletivo de recebimento de 40% desse recurso da gestão atual. 


Já o Professor José Oliveira, que faz parte da direção do Sinteal e também do Conselho Municipal de educação,  reforçou a fala de André Luiz, afirmando que a atual gestora Tainá do Dr. Lauro se comprometeu a dar e garantir os direitos dos professores. 


A vereadora Rafaela Albuquerque apresentou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que contradiz a vontade de pagar da gestora, já que este documento tem em suas cláusulas o não rateio dos valores aos professores. Os representantes presentes nessa reunião (Cristiano, Oliveira e André Luiz) disseram não ter o conhecimento sobre a assinatura do TAC e informaram uma assembleia no dia posterior na Escola Professor José Rodrigues Filho.


Os professores presentes questionaram a conduta da direção do Sinteal, em relação à orientação aos professores na votação dos percentuais relacionados ao pagamento, tendo em vista que, em assembleia decidiram por optar pelo recebimento de 40% quando a Lei diz 60%. 


Os professores afirmam que foram pressionados a aceitar os 40%, pois durante a assembleia deliberativa, foi passado aos professores que aceitando os 40%, os valores esperados seriam pagos ainda naquele ano, sugeriu inclusive que, como não foram pagos ainda nenhum valor e como a lei diz 60% que esse acordo coletivo fosse revogado. 


André Luiz, por sua vez, afirmou que isso causaria demora no processo, mas que uma nova decisão poderia ser tomada através de votação em assembleia da categoria. Na quinta (22) aconteceu na Escola Professor José Rodrigues Filho, a assembléia com o Sinteal, com a finalidade de esclarecer as dúvidas relacionadas ao TAC e aos recursos dos precatórios do FUNDEF. Estiveram presentes, vereadores, advogados,  Sinteal, Procurador do Município, professores e sociedade civil.


Paulo (Sinteal) esclarece e garante que o TAC assinado não se trata dos valores dos precatórios do FUNDEF e sim do “resíduo” do FUNDEF e que a categoria pode ficar tranquila em relação a essa questão. Os professores reforçaram durante a assembleia que foram induzidos a aceitar os 40%,  e que esses valores seriam naquele ano (2018) e, já que não foi cumprido o pagamento, que os valores sejam calculados sob os 60%, sendo respondida por Paulo que seria possível essa alteração.


Mas Dr. Luciano contradisse ao afirmar que o acordo uma vez homologado sob os 40% não seria possível o pagamento de 60%. Os professores fizeram referência a dois projetos apresentados pela atual gestora Tainá do Dr. Lauro a Câmara dos Vereadores, solicitando a aprovação de gastos de 100 % dos valores dos precatórios e outro solicitando em valores quase 40%. O primeiro projeto foi retirado da casa assim que denunciado e o outro aguardando apreciação.


Questionado o porquê do sindicato ter alegado que não sabia do TAC mesmo havendo a contratação do escritório de advocacia que, segundo as palavras do André do SINTEAL, visava atender a uma ação maior? Ainda em defesa da classe e indignado com a atuação da direção do Sindicato, afirma publicamente seu compromisso com a verdade e com os trabalhadores e pede clareza nas explicações assim como cobra ações imediatas para garantir os 60% aos trabalhadores. As garantias do TAC é apenas sobre um valor mínimo ainda não especificado e sem relações com os precatórios do FUNDEF, e que o mesmo não seria de direito aos trabalhadores.


Enquanto se aguarda mais informações sobre o andamento do processo, o que se pode observar é que houve omissão da Direção do Sinteal em Lagoa da Canoa. Existe um silêncio em torno das cobranças ao governo, falas claras da direção em defesa da gestão. Os representantes José Oliveira e Cristiano estariam de fato na defesa dos professores ou contra os trabalhadores? O que justificaria esse silêncio em torno do recebimento dos precatórios do FUNDEF? Quais serão as próximas mobilizações do Sinteal para garantir os direitos dos professores?

Por: Liz Souza

 

Sinteal de Lagoa da Canoa está a serviço de quem?

CTR Craíbas